Será que o Brasil está ameaçado com outro ataque cibernético?

O mundo se sentiu ameaçado após um grande ataque onde contaminou diversos computadores pelo mundo, foram mais de 300 mil computadores infetados em 150 países atingidos pelo vírus WannaCry, que criptografou os dados e acabava pedindo um valor em BitCoins para o resgate.

maos_teclandoMas depois desse ataque de sexta-feira, acabamos vendo o quanto somos vulneráveis a pragas digitais devido o baixo investimento em segurança digital, segundo o especialista em cibersegurança Rafael Narezzi, o Brasil está prestes a ter um apagão digital.

“Os riscos estão por todos os lados, basta você olhar a sua volta”, ressalta. Sabe aquele modem de internet que você comprou por aí?! Aquela Smart TV ou até mesmo a sua smart cafeteira controlada por seu applicativo que deixa o café prontinho assim que você se levanta da cama?! Futuro, ou realidade. Pois então, esses são os chamados IoTs (Internet of Things), no Brasil conhecidos como a Internet das Coisas.

Hoje a tecnologia veio para facilitar nossas vidas e nossas rotinas, no entanto ela abre brechas para ataques cibernéticos e até mesmo para outros vetores, pois tem informações que você menos acredite sendo expostas por aí.  “Tendo acesso ao IoT de uma Smart TV, por exemplo, ainda mais aquelas que possuem câmeras, um hacker criminoso consegue descobrir informações importantes sobre uma empresa ou indivíduos e até mesmo escutar ou assisti-los, parte do chamado ‘reconnaissance’ (preliminary surveying or research ou reconhecimento das áreas para possíveis vetores de ataques). Com isso, o criminoso consegue meios de ataca-los. Funciona igual no mundo físico, se um criminoso sabe seus hábitos, facilita a ação do crime, o mesmo se aplica no mundo digital”, revela o especialista.

Já se deparou que muitas vezes as pessoas baixam aplicativos e aceitam para ter acessos a diversos dispositivos, e muitos nem leem, e muitas empresas querem saber seus hábitos para fornecer produtos mais adequados a seu estilo, mas também isso pode ser usado para o mal, se essas informações caírem na indústria do cibercrime.

Cresce a cada dia o número de aparelhos conectados na sua casa e no seu trabalho. Roteadores, câmeras de segurança, impressoras e até máquinas de lavar roupa. Tudo para garantir mais praticidade no dia a dia. O problema é que existe um grande número de dispositivos com conexão de rede expostos. E não precisa ser um grande hacker para ter acessos às informações de uma casa, empresa ou até mesmo órgão do governo. Com uma pequena pesquisa no Google qualquer pessoa encontra sites ou dispositivos que traçam um roteiro de IPs vulneráveis. São os chamados guias (crawlers) para a Internet das Coisas. Sites como o Shodan, por exemplo, revelam que o número de dispositivos expostos no Brasil ultrapassa a marca dos 10 mil por mês, índice que não para de aumentar a cada dia.

Você pode ainda não ter se dado conta, mas sim, a sua casa ou empresa estão ajudando cibercriminosos a causarem um apagão digital. Ele se daria através dos dispositivos IoTs abertos na rede. Com eles, hackers criminosos poderiam criar “zumbis” IoTs para realizar um DDos ataque (Negação de Serviço Distribuída), como houve em 2016 nos Estados Unidos, que derrubou parte da internet no país.

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